sexta-feira, 15 de julho de 2011



Descoberta


Descobri que não sou poeta, sou um farsante.
Pois poeta e aquele sujeito que irrompe a casualidade,
Que anda com passos desmascarados da ingenuidade,
 que sonha, inventa seus sonhos na verdade, canta para a vida e para
 a morte e que nunca, Mas nunca se arrepende.

É aquele sujeito que busca sua musa eterna, mas nunca
Encontra, que passa a noite em bares, embriagado em perfume
De inúmeras mulheres, para esquecer apenas uma.

Poeta é tido como vagabundo, marginal e às vezes irresponsável,
De todas, a ultima é verdade, mas a verdade é diferente para
Cada um.

Pois é, desobri que não sou poeta, sou um farsante ensaiando
Brincar de escrever, brincar de emocionar para iludir as minhas
Emoções, quem sabe unir corações alheios com os pedaços do
Meu que coloco em cada linha.

Não sou poeta, pois poeta é não andar na linha com medo sempre
Que a vida passe apressada e me carregue.

Paulo Valadares

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