quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Um bobo na corte.

Eu descobri que os sonhos são frutos dos nossos desejos
E eu pelos seus beijos nadei sete mares, sou apenas um sobrevivente
na corte da vida fazendo o papel de bobo, mas um dia eu não sobro mais,
enquanto o vento afasta a fuligem e me cobre o rosto, eu sei, ainda que gosto
de ti.

Eu tenho saudade de quando dividia aquela coca-cola fria com meu tio no bar,
E ouvia suas filosofias, hoje a vida me pega de jeito, eu mantenho essa saudade
Como dor no peito. Façam-me o favor, não riam da minha sinceridade, não vendo
Sequer um segundo do meu tempo, por qualquer uma dessas bobagens tão
Necessárias nas vitrines do prazer.

Eu vi uma caravela no meu sonho ela rumava para qualquer lugar em que
Sonhei em dias de solidão está perdido, não venha agora com seus verbos e adjetivos,
O que preciso é de algo substantivo, imaginar você em meus braços se lhe ter é algo terrível,
 enquanto isso vou me distraindo na corte da vida fazendo o papel de bobo até que ti alteza
Se compadeça de mim.

Paulo Valadares

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