sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Tarzinho da capital


Ô Gertrudes, cadê o diacho do café muié, estou proseando mais meu cumpadre Pedro e sem café a prosa fica fria sô.
- Me diga cumpadre que istória é essa, quer dizer então que o prefeito lá da sua cidade aquele que sofreu aquele troço que o povo feiz, como é mesmo o nome o tal do impita, o elegeu novamente?
- É isso mesmo Tião, a gente o elegeu sim, olha o cara é honesto o que fizeram é apenas arranjo da oposição. Agora esta semaninha mesmo ele foi escolhido para compor com outros prefeitos uma bancada para fazer uma reforma nas cidades tal da reforma política entre cidades.
- Sei, sei, mas e aquele tarzinho lá que comprou aquele monte de pão sovado prôces, o que não entendo, é cumé, se a prefeitura tem 200 funcionário o tar disse que ia comprar 1500, como assim cumpadre?
- O Tião, é por isso que os políticos honestos da capital repudiam essa tal de reforma agrária, aí, vocês agora recebem ajudam do governo ficam sem ter nada para fazer e fazem da cabeça oficina do diabo, ficam aí traquinando, mordendo a mão de quem os alimenta, deixa de ser bobo Bastião o homem comprou mais, deverás, e era para doar para o povo que passa fome no natal rapaz, olha a injustiça, até caçaram o coitado.
- É, é, mas não foi ele quando foi presidente lá da câmera que manipulou o tar do placar para ter os voto necessário para eleger o que deveria ser prioridade na visão dele sô? E mais, ele saiu dizendo injustiçado, mas foi provado o que ele feiz, e depois desse papelão o povo da sua cidade ainda bota o homi lá de novo, como pode Pedro?
- O cumpadre vamos mudar o rumo dessa prosa, o cumpadre ficou sabendo que lá na cidade está sobrando emprego, mas infelizmente o povo não tem qualificação para assumir as vagas?
- Claro que sim homi sou matuto, mas não sou besta sô, mas comé, uma coisa dessa não tem cabimento, a cidade tem emprego, mas não incetiva o estudo cumpadre, oia as escola de lá, o aluno se senti obrigado de estudá não tem interesse, motivação, os professô coitado tem medo de dar aula, como preparar alguém se quem tem que preparar morre de medo de morrer, não tem segurança sô. Ah cupamdre sua cidade, que cidade é aquele só, as estradas esburacadas, o rio largo bonito não um embarcação para levar plantação de um lado a outro da Marge, e o trem, ta lá parada há tanto tempo servido de berço para esse musquito danado da dengue, se crescer mais aí terá que mandar o povo embora dos emprego, pois vai perder o que produzi por falta de ter como mandar para fora.
- Bastião, vou embora, não dá pra conversar com um sujeito burro, ignorante como você, vou para a capital lá sim o povo ler jornal e entende das benfeitorias que os grande homens de lá andam fazendo.
- Tudo bem cumpadre, será sempre benvido aqui viu sô, e eu vou dar milho as galinha, e depois vou lá no banheiro usar o tar do jornar que se diz que lê, pois como diz o ditado mal falado por aí que no Brasil quem elege esse bando de político onesto que ocê fala é quem limpa a bunda com o jornar e não quem ler NE não sô. Tenho sorte de ser matuto.
- Oiá aqui o café Bastião, cadê o cumpadre uai?
- Carece do café mais não veia, a prosa esquentou tanto aqui quem nem precisou do café para animar e o cumpadre foi para a tar da capitar, sabe como é, senão vortar cedo pega transito pesado, dia proibido da placa do carro e muito mais outras modernices que o matuto do interior num carece para viver e traga o radinho de pilha muié, quero ouvir as piada do Barnabé e debuiá essa espiga.

Paulo Valadares

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