domingo, 11 de setembro de 2011



A noite em um segundo.

Como posso na ausência desse amor encontrar felicidade.
Esse sentimento me logrou, é verdade, pois nunca tendo
Você em meus braços, como posso me condoer, imaginando
O gosto do seu beijo, o gosto do seu corpo.

Como posso ter sonhado lugares que nunca visitamos, mas
Que estávamos lá, nós dois de braços dados, como posso ter
Tocado sua pele em devaneios, ter-lhe feito súplicas de amor,
Ter-me deitado sobre teus seios sentindo esta fragrância de animal
No cio, se apenas lhe vi, sempre vestida da cabeça aos pés.

Estou em estado febril como aquele marinheiro que ânsia pelo o retorno
Aos braços da Amada, mas que amada, eu não lhe amei em carne, só
Desejei, sonhei, pensei que não fosses merecedor de está ao menos ao
Seu lado.

Mudei de pátria e fui traído, pois a distância foi implacável, me torturou
E me tortura ainda hoje achando que agora está em outros braços, não
Tão merecedores, em outros olhos não tão admiradores e contempladores de
Sua beleza. Hoje caminho para a morte, pois vida só tem aquele que um dia
Amou de verdade.

Paulo Valadares


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