segunda-feira, 24 de janeiro de 2011




Queda Livre

A humanidade não está desenvolvendo sabedoria,
Ela está plantando e colhendo solidão. Despertei
Numa manhã fria, com os olhos embotados de
Questões. Queria entender a vida, saber por onde
Passa sua trilha, se terei pressa ou não.

O amor não me castiga, não me faço escravo
De suas ilusões, mas amor por amor bem, diga?
Não aprisiona, liberta corações.

Se as palavras são capazes de cura, elas também
São capazes de criar feridas. Gestos de amor são
Aventuras nas quais as paixões são pára-quedas
Em queda livre, e mesmo que ele não abra, lembre-se,
Durante a queda você esteve livre. Em algum instante
Você sorriu. Em algum instante você sonhou.

Paulo Valadares

2 comentários:

  1. Que bom encontrar este teu cantinho!!
    Muito bom te ler meu amigo!
    Lindo teu blog, lindos poemas e excelentes tuas publicações!
    Voltarei para ler comm carinho!
    Beijão
    Bea

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  2. O final desse poema é impressionante... é para pensar....que coisa bem sacad.
    No fundo a gente se sente assim mas nunca de forma consciente.
    Brilhante Bróder!

    Abraços*

    Renato Baptista

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